domingo, 15 de janeiro de 2012

...só uma pergunta.





Subo ao monte da oração
prostro ali o meu coração.

Ele não tem nada, a não ser uma pergunta.

Subo devagar.
Não tenho pressa.

Não orarei quando lá chegar.
Oro durante o caminho que percorro.

Podes olhar pra mim, Senhor?

Minha oração não tem pressa, mas a resposta, sim.
Minha caminhada não tem pressa, mas ouvir a tua voz durante a caminhada, sim.

Foi Tu que não respondeu ou fui eu que não entendi?
Se foi eu quem não entendi, por favor, abra o meu entendimento para entender o que não entendo.
Se foi Tu que não respondeu, então me calo.

Me enfio pra dentro.
Cubro o meu rosto.

...espero o teu suave momento.








Jorgiano

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