quinta-feira, 25 de março de 2021

Corar de Vergonha

 


Eu e muitos de nós, desta geração, fomos e ainda somos infiéis a ti, Senhor.

Nos calamos.

Uma geração toda te afronta e audaciosamente lhe coloca no banco dos réus como se o Senhor fosse um criminoso.

Pretensos teólogos tentar defender-te, eliminando completamente a tua Soberania e o teu Poder em conduzir a história (...) e assistimos a tudo calados.

Perdoa-nos, Senhor.

Perdoa-me.

Eu tantas vezes sujo.

Tantas vezes mudo.

Tantas vezes carrancudo.

Tantas vezes cego.

Tantas vezes rebelde.

Tantas vezes desobediente.

Tantas vezes dormente.

Desprezei a ti, Senhor.

E desprezando a ti, desprezei-me a mim, feito a tua imagem.

Quantas vezes tu quiseste me falar, mas eu tampei os ouvidos.

Quantas vezes quisestes me livrar e eu desci, com meus próprios pés, o abismo.

Desci ladeira abaixo.

Meus olhos fixos na tua Palavra, mas não percebia que era a mim que falavas.

Não consigo perdoar-me, Senhor (...)

Não consigo.

Fui privilegiado de ouvir tua voz tantas vezes e simplesmente fiz-me de tolo a não ouvi-la.

Traz-me de volta para ti, Senhor!

Resgata-me (...) peço-te.

Fui criado para ti.

Sem ti, Senhor não há razão de existir aqui.

Tua presença.

Tua presença, Senhor.

Tua presença.

Faz como antes.

...e eu dormia e contigo sonhava.

Revela-me, Senhor.

Visita-me e fica como antes.

Como antes, Senhor.

Como antes.



Jorgiano.

Era assim que minha mãe me chamava