Eu e muitos de nós, desta geração, fomos e ainda somos infiéis a ti, Senhor.
Nos calamos.
Uma geração toda te afronta e audaciosamente lhe coloca no banco dos réus como se o Senhor fosse um criminoso.
Pretensos teólogos tentar defender-te, eliminando completamente a tua Soberania e o teu Poder em conduzir a história (...) e assistimos a tudo calados.
Perdoa-nos, Senhor.
Perdoa-me.
Eu tantas vezes sujo.
Tantas vezes mudo.
Tantas vezes carrancudo.
Tantas vezes cego.
Tantas vezes rebelde.
Tantas vezes desobediente.
Tantas vezes dormente.
Desprezei a ti, Senhor.
E desprezando a ti, desprezei-me a mim, feito a tua imagem.
Quantas vezes tu quiseste me falar, mas eu tampei os ouvidos.
Quantas vezes quisestes me livrar e eu desci, com meus próprios pés, o abismo.
Desci ladeira abaixo.
Meus olhos fixos na tua Palavra, mas não percebia que era a mim que falavas.
Não consigo perdoar-me, Senhor (...)
Não consigo.
Fui privilegiado de ouvir tua voz tantas vezes e simplesmente fiz-me de tolo a não ouvi-la.
Traz-me de volta para ti, Senhor!
Resgata-me (...) peço-te.
Fui criado para ti.
Sem ti, Senhor não há razão de existir aqui.
Tua presença.
Tua presença, Senhor.
Tua presença.
Faz como antes.
...e eu dormia e contigo sonhava.
Revela-me, Senhor.
Visita-me e fica como antes.
Como antes, Senhor.
Como antes.
Jorgiano.
Era assim que minha mãe me chamava

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